Meca Coleta Inteligente - Coletores Ecol├│gicos

O QUE PODE SER RECICLADO
PLÁSTICOS:
Tampas, potes, frascos, embalagens de refrigerante, água, óleo, copos descartáveis, sacos plásticos.
PAPEL:
Papelão, embalagens, jornais, revistas, folhas de caderno, cartolinas, papel de fax, impressoras, listas telefônicas, embalagens longa vida.
METAL:
Tampas, fe]rragens, latas de aço (óleo, leite em pó, molhos), latas de alumínio, canos, tubos, fios, pregos e parafusos, embalagens descartáveis.
VIDRO:
Garrafas, potes, copos, frascos, pratos, cacos.

 

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO


AÇO:
mais de 100 anos



ALUMÍNIO:
de 200 a 500 anos



EMBALAGENS LONGA VIDA:
até 100 anos (alumínio)



EMBALAGENS PET:
mais de 100 anos



ISOPOR:
indeterminado



PAPEL E PAPELÃO:
cerca de 6 meses



PLÁSTICOS:
(embalagens, equipamentos) até 450 anos



SACOS E SACOLAS PLÁSTICAS:
mais de 100 anos



VIDROS:
indeterminado

Ações que valem vidas.

A preocupação com o futuro do planeta já está no dia-a dia de supermercados e fornecedores, em sintonia com consumidores cada vez mais conscientes. Que o planeta esta ficando cada vez mais quente não há dúvida. Num dos maiores estudos sobre as mudanças do clima no mundo, divulgado no inicio do ano em Paris pelo Painel Intergovernamental para a Mudança Climática das Nações Unidas e da Organização Meteorológica Mundial, cientistas concluíram que a Terra terá um aquecimento de pelo menos 3º Celsius até o fim deste século, se nada for feito para conter a emissão de gazes e efeito estufa.

 A população mundial já começa a se conscientizar e exigir o mesmo de governos e empresas. No Brasil não é diferente. Uma pesquisa realizada pela TNS InterScience, em outubro de 2006, revelou que 58% dos paulistanos consideram muito importante a preocupação das empresas com responsabilidade sócio-ambiental. Entre os gaúchos, o percentual é de 56%. A questão ambiental também é importante para 42% dos pernambucanos e 39% dos cariocas, segundo o levantamento da entidade.

Isso demonstra que o consumidor pode escolher seus produtos ou serviços de acordo com a responsabilidade social e ambiental de cada empresa. O coordenador do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Senac, Jacques Demajorovic, aponta necessidade de haver uma mudança na cultura empresarial em relação ao meio ambiente.  “Muitos empresários acham que esse tipo de atitude não faz parte do negócio, mas não é verdade, os clientes estão atentos”, garante.

CONSCIENTIZAÇÃO - Fornecedores e varejistas de todos os portes já estão engajados na preservação do meio ambiente. A coordenadora do Programa de Responsabilidade Social no Varejo da FGV, Roberta Cardoso, informa que hoje alguns supermercados têm critérios de compra como qualidade, preço, abertura de oportunidades para fornecedores locais e ainda incluem a exigência de que estejam engajados na questão da responsabilidade social. “Grandes redes já procuram em fornecedores de cooperativas um trabalho sócio-ambiental”, garante.

Segundo a coordenadora, essas redes favorecem produtos que tenham certificação Fair  Trade, como o café. “ Essa certificação comprova que o produto foi plantado de acordo com exigências ambientais, recebeu preço justo e que o dinheiro está sendo investido no desenvolvimento de uma comunidade”, explica.

A rede Wal-Mart, com 302 lojas no Brasil, investirá  US$ 500 milhões até 2010 em infra-estrutura e gestão para implementar e consolidar um modelo de negócio sustentável.  “ No varejo, 92% do impacto causado ao meio ambiente acontece de forma indireta. Nosso objetivo é influenciar os nossos fornecedores e clientes a realizarem ações e criar políticas de sustentabilidade que contribuam para a conservação do meio ambiente”, afirma o presidente da empresa no Brasil, Vicente Trius.

EMBALAGENS - Surgem muitas parcerias com o objetivo de colaborar na proteção ambiental. O projeto da Unilever e do Grupo Pão de Açúcar para o recolhimento de embalagens pós-consumo é um bom exemplo.

Desde a inauguração, há 5 anos, os postos de coleta, instalados em 10 lojas da rede Pão de Açúcar, já recolheram quase 9 mil toneladas de resíduos recicláveis, como papel, vidro, plástico e metal. O material arrecadado é direcionado a 22 cooperativas de catadores de recicláveis cadastrados no projeto.       

Além do trabalho com a Unilever, o Grupo desenvolve outras ações com foco do meio ambiente, informa a diretora de responsabilidade sócio-ambiental da empresa, Rosangela Bacima. Uma delas é o projeto Cidadão Kids em Ação, com foco em escolas das redes pública e particular do ensino fundamental. Os alunos têm a oportunidade de realizar visita orientada a todos os setores de um supermercado e recebe informações sobre a origem e fabricação dos produtos, classificação dos alimentos, noções de matemática e sobre a importância da reciclagem e do reaproveitamento de materiais para o meio ambiente.

Segundo Rosangela a preocupação com o meio ambiente é decisiva na hora da compra. “ Nós vivemos num setor que ainda é fortemente impactado por questões como preço, variedades de produtos e tecnologia empregada. Isso pesa na decisão de compra, mas é claramente perceptível a tendência de o mercado valorizar as empresas que tem responsabilidade ambiental”, afirma.

SACOLINHAS - Uma medida simples pode ser a troca das sacolinhas plásticas, hoje muito usadas pelas donas de casa para embalar lixo doméstico. Apesar da espessura fina, essas sacolinhas também tem decomposição demorada, de até 100 anos. As lojas Pão de Açúcar ainda desenvolvem campanha para incentivar o uso da popular “sacola de feira” entre seus clientes. Em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, as 154 lojas Pão de Açúcar comercialização a sacola, confeccionada em TNT (Tecido não tecido)”. Ela é retornável, tem as estampas de animais em extinção e a renda obtida com sua venda é destinada à entidade de Proteção Ambiental.

O Wal-Mart também está nesta luta em defesa ambiental. Até o final de 2007, todas as lojas, exceto as da bandeira Sam`s Club, trabalharam com sacolas oxibiodegradáveis, uma atitude considerável, já que somente no Brasil a empresa disponibiliza 1, 2 bilhão de sacolas plásticas por ano.

Mas não são apenas as grandes redes que conseguem mostrar ao consumidor que tem responsabilidade ambiental. No Paraná, 6 projetos de Lei, ainda em tramite na Assembléia Legislativa,  prevêem que todos os supermercados do Estado passem a utilizar sacolinhas oxibiodegradáveis, que tem seu tempo de composição diminuído para 18 meses e não causam danos ao solo.

Em outubro de 2006 uma das redes pioneiras do Paraná ao utilizar este tipo de sacolinhas foi o Supermercado Canção, que possui 10 lojas na região de Maringá. Segundo o gerente de marketing da rede, Célio Karatani Hata, quando começaram a utilizar a embalagem. O custo era cerca de 20% mais alto. “Foi um impacto muito forte, pois usamos 2 milhões de sacolas por mês e é um investimento bastante significativo, mas os clientes gostaram da idéia, pois sentem que estão contribuindo com o meio ambiente”, diz.

CONSUMO CONSCIENTE - As ações da rede Cidade Canção não param por aí. O gerente conta que também trabalha o consumo consciente  de energia e de água. “Somos geradores de emprego e entendemos que é responsabilidade da empresa colaborar com a preservação do meio ambiente, pois queremos deixar um planeta menos prejudicado para as futuras gerações”, afirma.

A Unilever conseguiu reduzir em 30% o consumo de água e 8,7% o consumo de energia, nos últimos 5 anos. Um dos pontos mais importantes no gerenciamento ambiental é a emissão de resíduos sólidos. A empresa destina 98% dos resíduos gerados nas fábricas à reciclagem.

A multinacional desenvolve práticas que contribuem para racionalização dos recursos naturais, como consumo de energia, que é proveniente de fontes renováveis. Quatro de suas fábricas já receberam certificação ISSO 14001 por conta do gerenciamento ambiental. Essa certificação é baseada nos três “Rs”: reduzir o consumo de recursos naturais e a geração de resíduos e emissões ambientais; reutilizar quando possível e reciclar.

Desde março de 2006, as lojas Wal-Mart Hiper Bompreço Farol (AL), Hiper Bompreço Buarque de Macedo (AL), e Hiper Bompreço Teresina (PI) utilizam fontes de energia elétrica renováveis. São dois tipos: a biomassa (bagaço de cana) e a energia hidrelétrica proveniente de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), que não causam impacto ambiental, porque não formam grandes lagos artificiais (represas).

Até 2008 será inaugurada em Salvador a loja verde Wal-Mart. A unidade contará com 100% de reaproveitamento da água da chuva, uso de fontes alternativas de energia (eólica e solar), área verde em mais de 60% do espaço total do empreendimento e concreto poroso nos estacionamentos, que reduzem o risco de erosão nas proximidades da loja.

Para Demajorovicm do Senac, empresas de todos os portes e segmentos podem colaborar com a preservação do meio ambiente, com ações individuais ou coletivas, adotando medidas de racionalização do consumo de água e energia, por exemplo. “Por muito tempo pensamos que só grandes empresas poderiam trabalhar com responsabilidade sócio-ambiental, mas o universo das pequenas é muito grande e ela têm um impacto bastante significativo”, frisa.

Fonte: Revista Super Varejo, nº 81 – março 2007.

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